Por coronavírus, vestibulares serão remotos e com fiscalização por câmera

FOLHA • 01 de junho de 2020

5 características de um aluno de EAD

Faculdades com vestibular no meio do ano precisaram se adaptar rápido para oferecer alternativas no vestibular presencial tradicional – e com aglomeração –no meio da pandemia.

Em alguns casos, a solução foi considerar só a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). A PUC-SP é uma das que adotou a estratégia. O vestibulando poderá escolher entre a nota d 2018 e 2019 no exame. É a primeira vez que a universidade, que oferecerá 350 vagas, distribuídas entre sete cursos, não terá prova presencial.

A São Leopoldo Mandic de Araras, que tem 169 vagas para medicina no meio do ano, também vai usar o Enem (Considerando até a edição de 2009), mas isso valerá 70% da nota. Os outros 30% virão de uma redação a ser escrita a partir da casa do candidato, num ambiente fechado da internet.

“O candidato terá que ficar com a webcam ligada, haverá um fiscal para cada 40 pessoas, e um software vai monitorar a digitação e os movimentos do mouse. Fotos também serão tiradas e comparadas à do documento de inscrição”, diz Rui Brito, procurador institucional da faculdade.

A Faap também deve usar um programa similar para monitorar seus vestibulandos na avaliação, marcada para 14 de junho. Para se adaptar à realidade imposta pelo vírus, a prova será mais curta, e a redação, que será manuscrita sob a supervisão e logo depois enviada a uma plataforma, terá um peso maior.

“Tivemos que fazer essas mudanças. É impossível garantir 100% que o aluno não vai colar, mas eu quero pelo menos dar trabalho para ele”, diz Rogério Massaro, assessor acadêmico da faculdade. A FGV (Fundação Getúlio Vargas) ainda não confirma oficialmente, mas é outra que deve ter avaliação online para preencher as 250 vagas ofertadas em seu processo seletivo.

O Ibmes, por sua vez, deve adotar um modelo híbrido, com dinâmica em grupo a distância e prova presencial.

O processo seletivo da instituição tem duas fases há algum tempo. Primeiro, acontece a avaliação presencial, depois a dinâmica em grupo. Por causa da pandemia de Covid-19, porém, a ordem foi alterada neste ano.

“Jogamos a parte presencial para a frente. As dinâmicas, com até seis candidatos, serão espalhadas em junho, e a prova será em 3 de julho, para ganharmos tempo contra a pandemia”, diz Reginaldo Nogueira, Diretor-Geral do braço paulista da instituição.

Ele frisa, porém, que a avaliação tradicional está condicionada à evolução da crise do coronavírus no país e ainda pode ser feita de outra forma.

O Mackenzie, por sua vez, ainda mantém um processo 100% presencial, que deve acontecer entre 7 e 8 de julho.

“Tivemos muitos prédios no campus. Podemos receber 45 mil pessoas, então vamos distribuir os 7.500 que devem se inscrever entre muitas salas”, afirma Milton Pignatari, coordenador de vestibular.

Segundo ele, as classes receberão no máximo um terço de sua capacidade e haverá duas carteiras vazias, em todas as direções, um vestibulando e outro.

Máscaras serão obrigatórias, e a instituição estuda também medir a temperatura de todos os candidatos.

“Entendemos que uma prova presencial avalia melhor o vestibulando, afinal ele está lá só com ele mesmo. Temos também um ensino a distância forte, mas são conceitos e avaliações bem diferentes”, afirma Pignatari.

Notícia publicada no site FOLHA, em 30/05/2020, no endereço eletrônico: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2020/05/por-coronavirus-vestibulares-serao-remotos-e-com-fiscalizacao-por-camera.shtml


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