Professores protestam contra volta às aulas presenciais no estado de SP

R7 • 30 de julho de 2020

Fonte da Notícia: R7

Data da Publicação original: 29/07/2020

Publicado Originalmente em: https://noticias.r7.com/sao-paulo/professores-protestam-contra-volta-as-aulas-presenciais-no-estado-de-sp-29072020

Íntegra da notícia abaixo:

Mais de 200 veículos partiram do Estádio do Morumbi rumo ao Palácio dos Bandeirantes

Professores da rede pública estadual de São Paulo realizaram uma manifestação contra a volta às aulas presenciais, prevista para acontecer no dia 8 de setembro. A carreata, que ocorreu na manhã desta quarta-feira (29), também pedia pagamento de auxílio emergencial aos educadores.

O ato foi organizado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

Para evitar aglomeração, a maioria dos professores permaneceu dentro dos carros durante o trajeto. De acordo com os organizadores, 260 veículos partiram do Estádio do Morumbi e seguiram até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo.
Os carros tinham adesivos ou bandeiras com palavras de ordem como "em defesa da vida" e "salário e auxílio emergencial já".

A presidente da Apeoesp e deputada estadual, Professora Bebel (PT), justificou que as escolas não têm estrutura para seguir o protocolo sugerido pelo governo estadual. Para reabertura, todas as regiões do Estado têm de estar na fase amarela por 28 dias.

"A estrutura das escolas é precária. Muitas vezes, não possuem ventilação adequada e têm salas improvisadas. Existem escolas inteiras precisando de reforma. Tem escola que não conta sequer com uma pia nos banheiros, e muito menos papel higiênico. Como falar em protocolo de segurança?", afirma ela.

"Cobraremos do governo que cumpra o compromisso do secretário da Educação de enviar em regime de urgência à Assembleia Legislativa projeto para criar o auxílio emergencial, assim como o projeto para nova forma de contratação dos professores substitutos na rede estadual de ensino, tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal decretou a inconstitucionalidade da forma atual de contratação (lei complementar 1093/2009)."


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