Hospital das Clínicas da Ebserh testa dispositivo de Inteligência Artificial para desinfeção de ambientes

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO • 14 de maio de 2021

Fonte da Notícia: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Data da Publicação original: 13/05/2021
Publicado Originalmente em: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/hospital-das-clinicas-da-rede-ebserh-mec-testa-dispositivo-de-inteligencia-artificial-para-desinfecao-de-ambientes

COVID-19

O Hospital das Clínicas da UFPE (HC-UFPE/Ebserh/MEC) participa de um estudo que criou um dispositivo que propõe, através de um robô, realizar a desinfecção de ambientes e pode ajudar no combate à Covid-19, por exemplo. Trata-se do Aurora 2.0, desenvolvido por pesquisadores do Centro de Informática (CIn) da UFPE, que utiliza de Inteligência Artificial (IA) e radiação ultravioleta.

O mecanismo está sendo testado no Hospital-Escola para avaliação da usabilidade e da neutralização de vírus, como o coronavírus, e outros microrganismos patogênicos, como bactérias e fungos.

Controlado remotamente por um aplicativo através de Inteligência Artificial, o dispositivo atua na verificação das dimensões do local e calculando a quantidade de doses de radiação UV são necessárias para a esterilização de um local fechado. Dessa forma, dispensa a necessidade do contato humano constante em um ambiente que possa conter o vírus, e vários outros patógenos, além de evitar o contato do operador com a radiação usada na desinfecção do ambiente. Logo após o primeiro uso, o trajeto é gravado na memória do robô, para que assim o operador possa se retirar do ambiente e dar início ao processo de varredura.

“O projeto é dividido em duas partes: a confecção do robô com os ensaios em ambiente de escritório que foram feitos lá no CIn e agora começou a etapa na área de saúde, aqui no HC, obedecendo a todas as normas e critérios de uma pesquisa científica. Neste momento estamos avaliando questões técnicas de usabilidade como o uso do aplicativo, se o dispositivo para em algum lugar, como é a durabilidade da bateria, entre outros, e, claro, a eficácia da desinfecção do ambiente por meio da análise de placas com microrganismos para saber se foram neutralizados”, explica a professora do Centro de Ciências Médicas (CCM) da UFPE, Slvya Lemos Hinrichsen.

O teste no Aurora 2.0 está restrito à Unidade de Processamento de Materiais Esterilizados (UPME) do HC, por ser um ambiente mais controlado. “A expectativa é que o dispositivo possa ajudar a reduzir as taxas de infecções em instituições de saúde”, conta a enfermeira e chefe da UPME do HC, Nadja Ferreira, e complementa que há um estudo de desenvolvimento de pesquisas científicas para o uso no ambiente hospitalar.

Os pesquisadores já estão analisando a sensação que o Aurora 2.0 desperta nos funcionários da UPME, se a locomoção no ambiente hospitalar é satisfatória, em que horários pode ser utilizado e, a eficácia na desinfecção. “É importante aprimorar a experiência de uso de quem vai comandar porque precisa ser um produto de uso simples e adequado ao ambiente hospitalar ou de qualquer outro ambiente que tenha os protocolos necessários”, explica o professor do CIn, Leandro Almeida, um dos idealizadores do projeto.

O dispositivo mostrou-se capaz de otimizar automaticamente o tempo de exposição à radiação UV necessário para desinfetar as superfícies avaliadas, sem riscos com o operador humano, mesmo na fase inicial de testes e em ambientes controlados.

Sobre o projeto

Elaborado por meio de parcerias com o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e com o Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste (CRCN), o dispositivo está em sua segunda versão. Aprovada no Edital Propesqi, voltado para pesquisa e inovação, “Emergencial de Credenciamento e Fomento de Projetos, visando Ações para o Diagnóstico e Prevenção da Covid-19”, a iniciativa partiu da necessidade de desenvolver ações de cautela e diligência que intensifiquem a higienização pessoal, de equipamentos e de ambientes.

Sobre a Ebserh

O HC-UFPE faz parte da Rede Ebserh desde dezembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Vinculados a universidades federais, essas unidades hospitalares possuem características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.


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