Prefeitura de BH, que adotou medidas severas para conter aumento dos casos de Covid-19, não irá adiar provas do Enem

G1 • 15 de janeiro de 2021

Fonte da Notícia: G1

Data da Publicação original: 12/01/2020

Publicado Originalmente em: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2021/01/12/prefeitura-de-bh-que-adotou-medidas-severas-para-conter-aumento-dos-casos-de-covid-19-nao-ira-adiar-provas-do-enem.ghtml

Movimentação na PUC Minas momentos antes do fechamento dos portões para as provas do Enem 2018 — Foto: Pedro Ângelo/G1

A Prefeitura de Belo Horizonte irá manter o calendário de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcadas para os dias 17 e 24 de janeiro, mesmo com o aumento dos casos de Covid-19.

A Justiça Federal de São Paulo negou o pedido da Advocacia Geral da União para adiar os testes, mas determinou que cada cidade deve decidir se há condições para realizar o Enem 2020, caso haja elevado risco de contágio.

Belo Horizonte tem 70.223 casos confirmados de Covid-19 e 1.956 mortes, segundo boletim da prefeitura divulgado nesta segunda-feira (11). A taxa de ocupação de leitos estava em 86,5%.

Desde segunda, apenas os serviços essenciais estão funcionando na capital, uma das mais rígidas do país no momento em relação a medidas de contenção do vírus. Porém, quando questionada sobre a determinação judicial, que abre brecha para que as prefeituras tomem suas próprias medidas sanitárias, a prefeitura respondeu que as provas do Enem estão mantidas na cidade.

"As provas do ENEM serão realizadas em Belo Horizonte conforme calendário determinado pelo governo federal e o Inep. A Prefeitura de Belo Horizonte só é responsável pelo transporte público e pelo trânsito nas imediações dos locais de prova", foi a resposta, na íntegra.

O prefeito Alexandre Kalil (PSD) já tinha adiantado o posicionamento em entrevista à CBN na manhã desta terça.

"A única parte que é de responsabilidade do município – porque nem prédios municipais foram solicitados neste ano no Enem – é o transporte público. Nós vamos colocar o transporte à disposição. Nós não queremos prejudicar ninguém. É o mesmo caso do futebol. O Brasil é que tem tomar a decisão", disse Kalil.


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