Comissão Nacional de Residência Médica estabelece critérios e procedimentos para a execução de processo seletivo para Residência em Medicina Intensiva

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO • 22 de junho de 2021

Fonte da Notícia: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Data da Publicação original: 21/06/2021
Publicado Originalmente em: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/cnrm-estabelece-criterios-e-procedimentos-para-a-execucao-de-processo-seletivo-para-residencia-em-medicina-intensiva

Comissão Nacional de Residência Médica publica programas relacionados à  Cirurgia Geral – CIPE – Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica

Imagem: cipe.org.br

Com o objetivo de oferecer oportunidade para formação de médicos intensivistas e preencher vagas ociosas em Programas de Residência Médica (PRM) em todo o país, o plenário da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) decidiu – por unanimidade – pela aprovação da matriz de competência do PRM de Medicina Intensiva com ingresso direto e conclusão em 3 anos. A Resolução nº 5, de 17 de junho de 2021, com a aprovação da matriz de competências dos Programas de Residência Médica em Medicina Intensiva foi publicada nesta sexta-feira, 18.

De acordo com dados da Coordenação-geral de Residências de Saúde (CGRS) da Diretoria de Desenvolvimento da Educação em Saúde (DDES) da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (SESu/MEC), há 300 vagas disponíveis. Nesse sentido, a CNRM estabeleceu critérios e procedimentos para a execução do processo seletivo extemporâneo para preenchimento de vagas ociosas do PRM de Medicina Intensiva. As fases e as datas da seleção foram definidas pela Comissão e incluem inscrições do dia 21 de junho até 5 de julho. As provas devem ocorrer no dia 18 de julho e o início dos programas em 2 de agosto deste ano.

Em reunião plenária, a CNRM observou que as taxas de mortalidade no Brasil estavam muito elevadas, especialmente em regiões cuja distribuição de leitos é insuficiente. A pesquisa “UTIs brasileiras”, realizada pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), mostra o perfil epidemiológico das UTIs do país e que há maior taxa de mortalidade no sistema público do que no sistema privado. O estudo, realizado com 2 mil profissionais atuando em UTIs, mostra que 58% relataram não haver médicos intensivistas suficientes para o cuidado das pessoas, sejam casos de COVID ou não. Assim, a AMIB contribuiu para o entendimento da oportunidade e necessidade de oferta de vagas de residência em Medicina Intensiva, fortalecendo a Residência Médica como padrão-ouro na formação de especialistas para o Brasil.

Para além das 300 vagas que serão financiadas pelo Ministério da Saúde, a CNRM destaca que as instituições devidamente credenciadas e com programas reconhecidos pela Comissão estão autorizadas a abrirem processo seletivo extemporâneo com custeio próprio, em especial pelo momento de crise sanitária que o país atravessa, sendo a iniciativa uma resposta para o fortalecimento de futuros especialistas, melhorando a assistência.


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